A evolução é curiosa e interessante. Ela revela tantas versões de uma mesma pessoa, ou até de uma mesma situação. A forma como eu lidava com o caos há alguns anos é bem diferente de hoje. Em certa medida, sinto orgulho disso, embora ainda reconheça que há muito a melhorar.
Revisitar o passado em seu estado mais cru — e perceber como os sentimentos se manifestavam de outra forma, com entonações muito mais vibrantes — é uma experiência intensa. Há textos que hoje me causam certa vergonha, mas sei que, naquele momento, senti tudo aquilo de forma genuína. Talvez nem seja preciso ir tão longe: neste próprio blog é possível enxergar partes de mim que ficaram devastadas por acontecimentos e que, antes de me acalmar e enxergar outras soluções, se expressaram em tons viscerais.
Escrever sempre me ajudou a clarear a mente. Traz-me paz interior e uma forte sensação de controle emocional. Talvez seja por isso que meus diários pessoais sejam tão expositivos.
Apesar de continuar escrevendo em diários, também passei a dar espaço para outros tipos de escrita. Há momentos em que me atraio por determinado assunto e sinto uma necessidade quase urgente de ler tudo sobre ele, para depois dissecar minhas opiniões em textos extensos. Descobri que isso é um ótimo passatempo. Também descobri quanto adoro criar mundos, para posteriormente descrevê-los em histórias e contos.
A escrita e literatura são parte da minha existência e parte do meu universo particular.
Ler a pessoa que eu fui me trouxe novas perspectivas sobre mim mesma, sobre minha progressão emocional e sobre o que ainda preciso mudar. Sinto alívio ao compreender melhor meu próprio processo de desenvolvimento e felicidade ao perceber que, finalmente, estou conseguindo seguir algum caminho.
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