Março chegou e trouxe suas águas clássicas...
Costuma ser o mês em que faço balanços da minha vida: análises, comparações e pequenas buscas internas. Dito assim, até parece algo interessante. Na prática, porém, é quase como uma tortura silenciosa — observar os muitos planos que tracei e colocá-los diante de quase todos os fracassos.
É complicado. Nunca foi segredo o meu problema em manter as coisas rodando, em sustentar a continuidade dos processos. Planejar e começar sempre foi fácil para mim. O difícil é permanecer. O progresso, quase sempre, tropeça.
Não vou mentir: às vezes perco o interesse em alguns planos. Eu começo cheia de entusiasmo, mas aquele brilho inicial acaba se apagando com o tempo. Talvez esse seja um dos motivos que sabotam a continuidade. Enfim...
Mais uma vez me vejo em rumos diferentes, navegando por mares desconhecidos. Existe algo profundamente amedrontador nesses períodos de mudança. Sinto-me exposta demais, como se estivesse à deriva por um instante. Mas acho que está tudo bem.
Às vezes penso nas convicções que eu tinha alguns anos atrás. Eu tinha absoluta certeza de que chegaria aos 30 sabendo exatamente o que queria, com todos os meus problemas resolvidos e os caminhos bem definidos. Que bobinha eu era.
Aqui estou eu, ainda vivendo em meio a um certo caos — cheio de aventuras, mudanças e incertezas. Já tive muito medo desse caminho. Ainda tenho, às vezes. Mas, de algum modo, volto sempre à mesma conclusão: talvez esteja tudo bem.
Gosto desses meus textos aleatórios, em que o único propósito é deixar palavras escaparem sobre coisas pessoais. Daqui a algum tempo vou reler tudo isso e lembrar deste dia.
E mesmo que ele seja caótico, cheio de medos e inseguranças, existe algo que permanece verdadeiro: eu ainda estou aqui, tentando fazer tudo dar certo.
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